É mentira tudo que dizem. Nunca vi ninguém que caísse do céu ou que usasse asas. Anjos não vem à Terra, nem sei bem se acredito que existem… Não os de auréolas. Acho que nos vem, de onde menos queremos que eles venham, quando menos esperamos encontrá-los. Pessoas normais, que vez em quando roubam nosso fôlego com um sorriso, outras vezes nos abraçam e tudo vai ficar bem. Pessoas especiais, então, que nos fazem querer vê-las, cada vez mais e mais, que nos deixam a esperar por eles, mesmo que digamos que não, que queiramos fugir, lá estão eles ao nosso lado. Nos roubam sorrisos quando todas as pessoas só vêem lágrimas, nos dão esperanças quando nos temos em pedaços e por vezes tem até mesmo a audácia de roubar um pedaço de nós, de consertar nossos corações, quando dele só restam buracos. Eu conheci um anjo uma vez… E ele me disse que o mundo poderia ser tão simples quanto o que se fosse possível imaginar, se eu lhe desse minha mão. Sorria para meu sorriso que ele insistia em roubar, uns bem bobos, outros divertidos. E fazia com que eu quisesse me enroscar e ficar. Mas eu não segurava sua mão forte o suficiente, e caí. Cuidado com isso, anjos não acreditam muito em erros. Ao contrário do ideal, tem muitos defeitos, cada um deles sua própria personalidade e gênio. E eu não podia deixá-lo voar. Percebi que tinha errado ao largar. Gritei-lhe o nome e ele voltou, mas ao contrário do que antes tinha acontecido, ele não se jogaria do prédio antes de mim, ele não voaria a menos que eu provasse que merecia o passeio. E continuava a prender minha atenção e, assim, eu continuava a me encantar, sempre com aquela mesma pergunta, de antes de conhecê-lo, a me rodear: mas, afinal, da onde vêm os anjos?

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Eu estava prestes a cruzar a linha,
Tinha esquecido, a decisão é só minha.
E o medo de errar, insistia em fazer-se presente,
Me deixando confusa, sabe, doente.

De que linha eu falava, perguntou-me o rapaz,
Eu gritei, pedi a ele que me deixasse em paz.

A história era que eu sabia bem de que linha se tratava,
Era aquela onde meu coração se apaixonava,
Ou talvez ainda fosse a outra, onde ele se perturbava.

Acho engraçado, sabe, parar pra pensar em biscoitos. Mas também acredito que seja inevitável. E nada tem a ver com ter alma de gordinha, me refiro aquela história de achar-se o último biscoito do pacote. Achava uma expressão engraçadinha e coerente, até que uma amiga minha veio me dizer que não era bem assim… Normalmente o ultimo biscoito é quebrado e meio esfarelento, portanto, deveríamos sempre escolher o penúltimo deles, que seria o melhor. Talvez isso seja mesmo verdade, sabe. Eu sempre preferi biscoitos recheados, mas também sempre sobrava um no final. Eu até comia, mas não era meu preferido. Longe disso. Tá bem, isso talvez não faça sentido nenhum. O que eu quero dizer é que talvez seja quem não esperamos que se torne algum biscoito do nosso pacote, que seja o penúltimo. Embora seja pelo outro que faríamos tudo, pelo qual brigamos sempre, ele é o que dá mais trabalho de comer e que não é o melhor. O que vem antes dele, sabe, aquele que eu disse que preferia quando era criança, tem gostinho de final, mas ainda assim é mais simples, mais… Saboroso, quem sabe. Aham, eu sei que não fez sentido nenhum, tente agora substitua biscoitos por pessoas em seu caminho. Tudo bem, continuou sem fazer muito sentido pra mim também. O que eu queria dizer é só que estou tentando arrumar a ordem dos meus biscoitos… Enfim, só isso. E desculpem pela falta de poesia.